Product Description
Contos sobre perda, de Alex Castro.
"O conto mais bem realizado ... é o primeiro "A morte de meu cachorro". História de um momento em que um casal se separa, e cada um vai cuidar de sua vida. A velhice e a solidão são atingidas quando o narrador não é reconhecido por uma alma gêmea, obrigando-se a conviver com experiências que não são mais plenamente compartilháveis. Esse esvaziamento se dá num cenário que deveria ser palco de um reencontro. A amiga muda-se para Buenos Aires, o narrador segue para visitá-la, tentando vencer a distância espacial, que cumpre seu papel: "Lendo cada um sua seção do Clarín, Fiona e eu padecíamos de um silêncio ainda mais cancerígeno [sic]: o silêncio de quem tem muito a dizer, mas prefere calar; o silêncio da conveniência. Pra que discutir? Emudecer poupa dores-de-cabeça, explicações, embaraços. Sobra o nada". Esta elevação do silêncio a uma categoria cancerígena revela a forma dramática de representar alguns episódios. O conto não segue um fluxo narrativo contínuo, trabalha com flash-back e janelas, que são abertas para esclarecer coisas ou resumir passagens."
Miguel Sanches Neto, "O Globo"
"[O livro de contos Onde Perdemos Tudo] é uma das melhores coisas que li nos últimos tempos. O conto A Porta é uma pérola, digno de figurar numa antologia dos 100 melhores contos brasileiros. Não é pouco. (...) [A Morte do Meu Cachorro] é brilhante. Narração de primeira linha. É um blues na temática (pois todo blues conta a história de uma perda) e abarrocado na sua forma, com as codas lambendo delicadamente cada parágrafo, a espasmos, acrescentando informações e apagando outras, vai pra frente & pra trás com uma desenvoltura de gente grande. São lambidas de gato, portanto. O tema da perda de uma amizade, aliás, se não me engano, é novo na literatura brasileira (não me lembro de outro). O estilo é maduro, adulto, sem que o distanciamento interfira no mergulho. Ele estraçalha o sentimento, vai fundo, tem Machado na parada, no sentido de esmiuçar até a exaustão cada milímetro da situação. (...) Intocável, perfeito."
Furio Lonza
"... uma das coisas mais lindas que eu já li na vida, assim, em todos os tempos."
Fal Azevedo, "Drops da Fal"
"[Sobre De Portas Abertas] Um bom conto se reconhece pelo final: vitória por nocaute. (...) Alex também é um escritor que conhece como poucos seu ofício. "A Porta" segue à risca os ensinamentos de mestre Júlio Cortázar, que dizia: "Enquanto no romance você conquista o leitor por rounds, no conto você deve abatê-lo por nocaute". E, de fato, Alex Castro leva à lona seus leitores. Não apenas em "A Porta", como também nas quatro outras narrativas que compõem o livro Onde Perdemos Tudo. (...) é um filho da puta que escreve bem, desgraçadamente bem. Bom nocaute."
Alexandre Inagaki, "Pensar Enlouquece, Pense Nisso"
"O conto mais bem realizado ... é o primeiro "A morte de meu cachorro". História de um momento em que um casal se separa, e cada um vai cuidar de sua vida. A velhice e a solidão são atingidas quando o narrador não é reconhecido por uma alma gêmea, obrigando-se a conviver com experiências que não são mais plenamente compartilháveis. Esse esvaziamento se dá num cenário que deveria ser palco de um reencontro. A amiga muda-se para Buenos Aires, o narrador segue para visitá-la, tentando vencer a distância espacial, que cumpre seu papel: "Lendo cada um sua seção do Clarín, Fiona e eu padecíamos de um silêncio ainda mais cancerígeno [sic]: o silêncio de quem tem muito a dizer, mas prefere calar; o silêncio da conveniência. Pra que discutir? Emudecer poupa dores-de-cabeça, explicações, embaraços. Sobra o nada". Esta elevação do silêncio a uma categoria cancerígena revela a forma dramática de representar alguns episódios. O conto não segue um fluxo narrativo contínuo, trabalha com flash-back e janelas, que são abertas para esclarecer coisas ou resumir passagens."
Miguel Sanches Neto, "O Globo"
"[O livro de contos Onde Perdemos Tudo] é uma das melhores coisas que li nos últimos tempos. O conto A Porta é uma pérola, digno de figurar numa antologia dos 100 melhores contos brasileiros. Não é pouco. (...) [A Morte do Meu Cachorro] é brilhante. Narração de primeira linha. É um blues na temática (pois todo blues conta a história de uma perda) e abarrocado na sua forma, com as codas lambendo delicadamente cada parágrafo, a espasmos, acrescentando informações e apagando outras, vai pra frente & pra trás com uma desenvoltura de gente grande. São lambidas de gato, portanto. O tema da perda de uma amizade, aliás, se não me engano, é novo na literatura brasileira (não me lembro de outro). O estilo é maduro, adulto, sem que o distanciamento interfira no mergulho. Ele estraçalha o sentimento, vai fundo, tem Machado na parada, no sentido de esmiuçar até a exaustão cada milímetro da situação. (...) Intocável, perfeito."
Furio Lonza
"... uma das coisas mais lindas que eu já li na vida, assim, em todos os tempos."
Fal Azevedo, "Drops da Fal"
"[Sobre De Portas Abertas] Um bom conto se reconhece pelo final: vitória por nocaute. (...) Alex também é um escritor que conhece como poucos seu ofício. "A Porta" segue à risca os ensinamentos de mestre Júlio Cortázar, que dizia: "Enquanto no romance você conquista o leitor por rounds, no conto você deve abatê-lo por nocaute". E, de fato, Alex Castro leva à lona seus leitores. Não apenas em "A Porta", como também nas quatro outras narrativas que compõem o livro Onde Perdemos Tudo. (...) é um filho da puta que escreve bem, desgraçadamente bem. Bom nocaute."
Alexandre Inagaki, "Pensar Enlouquece, Pense Nisso"

